Segundo a Polícia Civil, o homem utilizava a religião para enganar as famílias das vítimas e cometer os crimes.
Um pastor foi preso nesta quinta-feira (24), em Santa Rita, acusado de estupro de vulnerável contra crianças e adolescentes. A ação é resultado de um cumprimento de mandado de prisão por sentença condenatória contra o homem. Segundo a Polícia Civil, o pastor Jefferson Batista de Amorim, de 43 anos, é acusado de estuprar três vítimas e foi condenado a 12 anos de prisão pelos crimes.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, os crimes foram cometidos em 2016, em Bayeux. O delegado Diego Garcia, um dos responsáveis pela prisão, afirmou que o pastor foi preso em flagrante na época do crime, com uma adolescente em sua residência. O homem estava foragido desde 2021. A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Jefferson Batista de Amorim.
Ainda segundo o delegado, o homem utilizava a religião para enganar as famílias das vítimas e cometer os crimes.
“O pastor tinha uma pequena congregação e ele se utilizava justamente da religião para fomentar essas práticas junto aos pais e os familiares, dando a entender que não se tratava de nada anormal. Assim, ele tinha um poder sobre as mães e pais dessas crianças que sempre permitiam que os mesmos dormissem na casa ou na igreja do pastor”, afirmou o delegado.
O homem foi preso e levado para a 4ª Delegacia Seccional da Polícia Civil, será submetido a exame de corpo de delito e aguarda audiência de custódia.
com informações do g1/PB
ONDE DENUNCIAR ABUSO SEXUAL INFANTIL:
- Polícia Militar – 190: quando a criança está correndo risco imediato
- Samu – 192: para pedidos de atendimento médico urgentes
- Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres ou qualquer delegacia de polícia
- Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa
- Conselho tutelar: São os conselheiros que vão até a casa denunciada e verificam o caso. Dependendo da situação, já podem chegar com apoio policial e pedir abertura de inquérito.
- Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia: [email protected]