A saudação à cloroquina de um presidente que desdenha com a saúde dos brasileiros

By 24 de julho de 2020Brasil, Vá se tratar

Dentro de uma realidade minimamente aceitável, essa imagem seria rapidamente vista como montagem. Mas em se tratando de Brasil, e principalmente, em se tratando de Bolsonaro, isso realmente aconteceu. O presidente da república, foi fotografado “oferecendo” cloroquina para uma ema.

É até difícil explanar qualquer raciocínio lógico diante de uma cena tão patética. A vontade de rir é grande, mas a de chorar é maior. Especialmente porque as emas já demonstraram, em duas ocasiões, que estão ali porque são obrigadas. As emas, ao contrário do alto escalão do governo federal, não se sentem confortáveis com a presença do presidente e já deixaram isso muito claro.

Tentando buscar um contexto razoável, talvez o presidente esteja em desespero, afinal de contas, o governo possui um estoque de 4 milhões de comprimidos de cloroquina. O total parado em estoque, exatamente 4.019.500 de comprimidos, poderia ser ainda maior, já que alguns estados não quiseram receber o medicamento, que não serve para o tratamento do coronavírus e que virou um elefante branco, bem no meio da sala do Palácio do Planalto.

Mesmo considerando os quase 30% de apoiadores que o presidente ainda mantém, seria humanamente impossível dar conta de tanto remédio inútil, e o presidente tem tomado medidas completamente desesperadas para escoar a cloroquina.

Mesmo fazendo um merchand diário pelo remédio (ele está mesmo doente?), mesmo saudando uma caixa de cloroquina como se fosse o Simba do Rei Leão, e mesmo que ainda tenha quem aceite se submeter à um tratamento comprovadamente ineficaz, os resultados se mostram pífios. Restou apelar para as emas.

Situações extremas pedem medidas extremas e o presidente tem tomado as suas. Quando iremos nós, população brasileira, tomar nossas próprias medidas?

 

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